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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

ACADÉMICA 3 - V. SETÚBAL 3

VINGADA "OFERECEU" O RESULTADO AOS SADINOS



Parecia que a equipa técnica da Briosa, durante a 2ª parte, tinha entrado num estado de letargia inexplicável. Parecia que Nelo Vingada era a única pessoa presente no estádio que não conseguia ler o jogo como se impunha. Só a ele se deve o facto de a Briosa não ter conseguido ficar com os três pontos na melhor exibição da temporada, em especial na 1ª parte, período em que a equipa conseguiu trocar a bola com efectividade e jogar em progressão, sempre com perigo para o adversário. Para este jogo, Vingada optou por jogar num 4x3x3 bem definido, sendo que na baliza continua o inevitável Pedro Roma; o quarteto defensivo foi preenchido por Nuno Luís, Zé Castro, Zé António e Tixier; Brum, Hugo Leal e Paulo Adriano actuavam no meio campo; e o ataque ficava entregue a Kenedy (do lado esquerdo), a Luciano (do lado direito) e a Marcel (no centro). Com este esquema bastante atrevido a equipa conseguiu pegar no jogo desde o apito inicial de Hernâni Duarte e encostar o Vitória de Setúbal à sua linha defensiva. Durante a 1ª parte (e durante quase todo o jogo) Pedro Roma foi mais um espectador do que um interveniente directo na partida. Luciano dinamizava o jogo através da sua velocidade e voluntarismo pelo lado direito. Paulo Adriano e Hugo Leal jogavam muito bem, imprimindo o ritmo e controlando as operações no centro do terreno, enquanto Brum se ocupava de "secar" Jorginho que quase não tocou na bola durante a etapa inicial do encontro. Até Kenedy, apesar do peso excessivo e da falta de velocidade, conseguiu dinamizar o seu flanco e criar jogadas de perigo. O ínevitável e justo golo da Briosa surgiu depois de uma boa jogada de ataque em que Nuno Luís consegue um excelente centro (finalmente vê-se Nuno Luís a jogar) ao qual Paulo Adriano (não deixando os seus créditos de homem que aparece nos jogos decisivos em grande, por mãos alheias) deu o melhor seguimento. A Académica continuou a pressionar durante toda a 1ª parte e podia (e devia) ter sentenciado a partida ainda antes do intervalo. Paulo Adriano rematou a bola à trave da baliza do Setúbal e Kenedy (após excelente jogada de Luciano) remata ao poste com a bola a "passear-se" pela linha de golo sem a ultrapassar. Assim se chegava ao intervalo, com a sensação que o um a zero "sabia" a pouco.

A 2ª parte iniciou-se como tinha terminado a 1ª, isto é, a Académica a pressionar e o Setúbal a aguentar-se mal. Assim, não surpreendeu o dois a zero marcado por Kenedy depois de uma jogada de insistência do ataque. A alegria nas bancadas era muita. Ninguém podia suspeitar do que se seguiria, uma vez que a Briosa dominava a partida como queria. Mas José Rachão, como os academistas bem sabem, é um treinador que não se importa de arriscar e foi isso mesmo que fez. Reforçou a frente de ataque e passou a jogar com dois pontas de lança "em cunha", ajudados ainda por Jorginho e Bruno Moraes, isto é, quatro avançados para quatro defesas da Briosa. Foi aqui que Vingada adormeceu inexplicavelmente. Aliado ao menor fulgor físico de Hugo Leal e de Paulo Adriano a Académica caiu a pique e o jogo era do Setúbal. Jogar na defesa com um para um é extremamente arriscado e não se compreende quando a equipa está em vantagem. É de louvar quando a equipa está a perder. Aí sim, é perfeitamente defensável assumir esse tipo de risco. Quando se está a ganhar por dois a zero, não se percebe. O jogo era todo do Setúbal e a Briosa já não dominava as situações. O golo do Vitória surgiu com naturalidade, através de Meyong que se antecipou bem a Zé António que já não sabia quem devia marcar, tal era a quantidade de avançados que lhe apareciam pela frente. Mesmo após mais este aviso, Vingada mantém-se impávido e sereno, não mudando a estratégia. Parecia a orquestra do Titanic, que continuava a tocar com o navio a afundar-se. O empate era inevitável e aconteceu por intermédio de Bruno Moraes, num lance que me deixou muitas dúvidas no estádio, que ainda não consegui dissipar. Este golo (tal como o terceiro) foi devido ao facto de um dos avançados ter ganho no "um para um" conseguindo libertar a bola para um companheiro que se desmarcava. Uma jogada óbvia e que só acontece porque não havia nenhum elemento para as "sobras" na defesa academista. Mesmo com este revés, a Briosa reagiu, o que denota bem a força psicológica do balneário. Luciano (mais uma vez) consegue através da sua raça ganhar uma bola na linha final e assiste de forma primorosa Dário que, com um espectacular remate de "moinho" faz um excelente golo, no dia do seu vigésimo oitavo aniversário. Já faltavam poucos minutos para o final e a alegria voltava às bancadas do "Cidade de Coimbra". Mas Vingada parecia que não queria vencer o jogo e nem nos últimos minutos mandou alguém para o centro da defesa para segurar o resultado. Como não colocou Danilo a jogar, o central que tinha no banco, podia e devia ter colocado Tixier no centro da defesa, mandando recuar Fredy para o lado esquerdo da defesa. Em vez disso, manteve tudo como estava e, como o Setúbal não baixou os braços, o golo do empate surgiu no último minuto, por intermédio de Igor.

Em suma, foi um jogo espectacular com algumas jogadas de excelente recorte técnico que demonstra bem que a Académica tem uma boa equipa e que os seus índices psicológicos estão em alta. O empate só se explica pela incrível apatia e falta de reacção aos acontecimentos dentro de campo por parte da equipa técnica da Académica. É inadmissível que um treinador com a experiência de Nelo Vingada perca dois pontos desta maneira. Ainda mais inadmissível é quando a equipa está a subir de rendimento e, mais uma vitória neste jogo, seria decisiva para a relançar definitivamente para a manutenção na Superliga. Só espero que estes dois pontos não venham a fazer falta nas contas finais!

sábado, 26 de fevereiro de 2005

Convocados

Para o jogo de amanhã no Cidade de Coimbra onde a Briosa vai receber o Vitória de Setubal, Nelo Vingada apresentou hoje ao final da manhã os jogadores que irão representar os estudantes no jogo em que se espera casa cheia e a terceira vitória seguida.

Assim, os jogadores são os seguintes:
Guarda-redes: Pedro Roma e Dani.
Defesas: Danilo, José António, José Castro, Nuno Luís e Fredy.
Médios: Rafael Gaúcho, Tixier, Hugo Leal, Paulo Adriano, Kenedy, Sarmento e Roberto Brum.
Avançados: Dário, Luciano, Marcel, Joeano.

Possível Onze: Pedro Roma; Nuno Luís, José António, Zé Castro e Fredy; Tixier, Rafael Gaucho, Luciano e Hugo Leal; Dário e Marcel.

As novidades da convocatória são a ausência de Vasco Faísca a cumprir castigo, sendo a posição de lateral esquerdo ocupada por Fredy e a convocatória de Sarmento.
A recuperar de lesões e por isso indisponíveis estão Pedro Henriques, Rodolfo, Dionathan e Nuno Piloto.

Do outro lado...
Do lado dos sadinos, surgem as ausências de Nandinho, Pedro Oliveira e Nuno Gonçalves, o que fez com que surgissem na convocatória os nomes do jovem Ricardo Pessoa e do brasileiro Dione.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

ROBERTO BRUM: "MINHA FORÇA VEM DE DEUS"

O médio defensivo Roberto Brum, um dos reforços mais sonantes que a Académica garantiu na última abertura do mercado de transferências, deu uma entrevista ao jornal "As Beiras" em que se pode perceber que este é um atleta que a Briosa deve procurar manter por várias épocas, não só pela sua capacidade técnico-táctica, mas também porque pode ser um verdadeiro líder dentro de campo.
Roberto Brum, que antes da vir para Coimbra era o capitão do Coritiba, começou a entrevista por afirmar que no dia em que se apresentou no clube "notou que existiam pessoas que queriam muito as vitórias e um grupo de jogadores de grande qualidade". Estes dois factores entusiamaram o atleta, levaram-no a aceitar o convite da Briosa e a tentar inverter a situação complicada da equipa. Roberto Brum já actuou em três partidas desta Superliga, onde mostrou toda a sua qualidade e a grande "raça" que demonstra quando está dentro do campo. Quando questionado acerca do facto de as suas exibições terem contribuido decisivamente para as duas vitórias consecutivas da Académica, o brasileiro desvaloriza a sua acção em particular pois, segundo ele "nenhum atleta sozinho pode fazer a diferença. Eu estou dando apenas a minha contribuição". Roberto Brum revelou também nesta entrevista que é um homem de fé. Para ele, o segredo das suas exibições vem da "força que Deus me dá". Brum desvendou que antes de cada jogo faz as suas orações onde pede a Deus "que me proteja lá dentro, pois quando entro em campo eu me transformo. Quando visto a camisola da equipa, eu fico mais forte indo, muitas vezes, buscar forças para além do meu limite". Para ele, esta sua forma de jogar, permitiu que se adaptasse na perfeição ao futebol português.
Roberto Brum fez ainda questão de apelar aos sócios para estarem presentes em grande número no próximo jogo frente ao Vitória de Setúbal. "Estou cá há pouco tempo e já vi a força deste clube", afirmou, mostrando-se confiante na conquista da terceira vitória consecutiva na próxima jornada da Superliga.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

HERNÂNI DUARTE NOMEADO

A Comissão de Arbitragem da Liga deu hoje a conhecer os árbitros nomeados para dirigir os encontros da 23ª jornada da Superliga. Para o decisivo Académica-V. Setúbal foi nomeado Hernâni Duarte, de Braga.



Este árbitro ainda não arbitrou nenhum jogo da Académica nesta época. Curiosamente, Hernâni Duarte é irmão de Augusto Duarte que, neste momento, está suspenso das suas funções de árbitro em virtude de estar indiciado de crimes de corrupção no fenómeno desportivo, no âmbito do processo "apito dourado". Ainda mais curioso é o facto de a partida da primeira volta da Superliga entre V. Setúbal e Académica ter sido arbitrado por Augusto Duarte. Coincidências... Hernâni Duarte vai ser auxiliado por José Ramalho, da Associação de Futebol de Vila Real e por Rui Dias, de Bragança. O primeiro já encontrou a Briosa nesta Superliga, foi no Estoril-Académica. Rui Dias também vai fazer a sua estreia em jogos da Académica.

Para os restantes jogos da 23ª jornada foram nomeados os seguintes árbitros:
S. Braga - Gil Vicente » Duarte Gomes
Penafiel - Belenenses » João Vilas Boas
Boavista - U. Leiria » Nuno Almeida
Moreirense - Marítimo » Lucílio Baptista
Beira Mar - Rio Ave » Olegário Benquerença
V. Guimarães - Nacional » João Ferreira
F.C.Porto - Benfica » António Costa
Sporting - Estoril » Carlos Xistra

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Vantagem sobre os Gilistas

Com a vitoria do passado sábado, a Académica conseguiu amealhar mais três pontos na tabela classificativa e assim passar a laterna vermelha para o Beira Mar, que apesar de ter os mesmos pontos tem uma diferença de golos mais negativa.

Dos três jornais diários desportivos nacionais, apenas o jornal "Record" colocou a tabela classificativa correcta, onde colocou a Académica na 17ªposição e o Beira Mar na 18ªposição.

As duas vitórias nas passadas jornadas serviram também para colocar a Briosa em vantagem directa sobre o Nacional e o Gil Vicente, que em caso de empate no final da época, a Académica ficará à frente.
Tendo em atenção que o Gil Vicente apenas está a quatro pontos da Briosa e a dois da linha de agua, esta vitória poderá mesmo no final do campeonato ter um sabor a 4 pontos ganhos.

sábado, 19 de fevereiro de 2005

Académica vence em Barcelos

A Académica
Pedro Roma; Nuno Luis, Vasco Faisca, Zé Castro e Zé António; Brum, Tixier, Hugo Leal e Luciano; Dário e Marcel.

Numa deslocação dificil, a Briosa conseguiu a sua segunda vitória fora de portas este campeonato. Mostrando sinais de poder vir a fazer uma forte recuperação na tabela classificativa.

A recuperação está aí, e um dos grandes obreiros dessa recuperação chama-se Marcel que voltou a marcar e a oferecer mais três preciosos pontos à equipa de Coimbra, que com esta vitória, ao passar em Aveiro deixa lá a laterna vermelha.

O golo surgiu dum livre apontado por Marcel que logo aos 7 minutos de jogo não dando hipotese de defesa ao guardião Gilista, não havendo mais alterações no marcador até final da partida.

Agora e cada vez EU ACREDITO.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Convocados para Barcelos

No fim do treino de hoje, o treinador Nelo Vingada revelou quais vão ser os jogadores que amanhã vão defender as cores de Coimbra.

Os 18 convocados foram os seguintes:
Guarda-Redes: Pedro Roma e Dani;
Defesas: Vasco Faísca, Danilo, Zé António, Zé Castro, Fredy e Nuno Luís;
Médios: Luciano, Rafael Gaúcho, Tixier, Hugo Leal, Paulo Adriano, Kenedy e Roberto Brum;
Avançados: Joeano, Dário e Marcel;

Possível Onze: Pedro Roma; Nuno Luís, Zé António, Zé Castro e Vasco Faísca; Tixier, Roberto Brum, Luciano, Kenedy e Hugo Leal; Marcel.

Nesta convocatória destaca-se a ausência por opção de Andrade e Lira o primeiro já recuperado da lesão mas ainda a apresentar algumas lacunas no que diz respeito à forma física.
Por lesão ficaram também de fora Dionathan, Nuno Piloto, Sarmento, Pedro Henriques e Rodolfo.

CocaCola nas camisolas da Briosa

A cola líder de mercado mundial, que actualmente patrocina as camadas jovens do FCPorto, Benfica e Sporting, deverá ser também patrocinadora das camadas jovens do clube mais carismático de Portugal, a Associação Académica de Coimbra.

A noticia é avançada pelo jornal O Jogo, que através duma conferência de imprensa com Tiago Lima (representante da CocaCola em Portugal), ontem por intermédio da Taça Coca-Cola.
Este evento desportivo vai juntar cerca de 800 jovens no Cidade de Coimbra e a apadrinhar vai estar o guarda-redes da Briosa Pedro Roma.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Andrade a 100%

O defesa direito e médio defensivo, que ingressou na Académica como reforço da reabertura de mercado deste Inverno. Já recuperou da lesão e poderá ser uma opção para Nelo Vingada na deslocação a Barcelos.

Com o jogo de sábado a ser importante para a continuação da recuperação na tabela classificativa, assim surge mais uma opção para o técnico.
O lado direito da defesa que tem sido ocupado pelo capitão Nuno Luis, onde este tem feito algumas exibições fracas, mostrando pouca rapidez e fraca sensibilidade atacante.

No entanto, o ultimo treino foi marcado (além da presença a 100% de Andrade) pela ausência de Pedro Henriques e Rodolfo e pelo condicionalismo de Nuno Luis e José António com gripe mas recuperaveis para Barcelos.

ZÉ CASTRO PENSOU EM MUDAR DE CLUBE

Na edição de hoje do jornal "As Beiras", o internacional sub-21 da Briosa dá uma entrevista em que fala de si próprio, da equipa e das suas ambições. O excelente central do plantel academista, que tem feito toda a sua carreira com a camisola preta da nossa Académica, teve que esperar bastante tempo até ter a possibilidade de actuar como titular no seu clube do coração. Zé Castro chegou a desesperar por essa titularidade, uma vez que até era chamado para os trabalhos das selecções jovens mas, no seu clube, parecia que se esqueciam dele. Nesta altura chegou a admitir a possibilidade de deixar Coimbra, pois sabia da existência de várias propostas para a sua saída. Apesar de tudo, esperou, e agora vê recompensado todo o seu esforço, aparecendo como uma peça fundamental da estratégia do professor Nelo Vingada.
No entanto, a titularidade não lhe "subiu à cabeça". Ele entende que não se deve dissociar as exibições individuais da performance do grupo. Segundo Zé Castro, a sua época está a ser apenas "razoável. Não posso dizer que seja boa, porque a equipa não tem estado bem, e o meu pensamento está mais virado para o colectivo". Apesar de tudo, Zé Castro admite que o seu principal objectivo já foi atingido e agora fala em "horizontes mais alargados".
"Penso chegar a outro patamar no futebol, mas neste momento o que me interessa é a Académica. Mas se não fizer nada pelo clube, e vice–versa, será muito complicado". Nesta frase fica novamente bem expressa a grande maturidade deste atleta que, apesar da sua idade, tem uma postura muito ponderada e adulta.
Acerca da possível saída no final desta época, Zé Castro foi muito claro: "Tenho objectivos na vida e não posso colocar isso de lado, até porque estaria a ser um pouco irrealista. Se existir algo de concreto, que seja bom para mim e para a Académica, não digo que não. Mas, neste momento, estou muito feliz por estar aqui". Assim fala um jovem de 22 anos que fez toda a sua formação na Briosa. Penso que todos os sócios e adeptos deste grande clube devem estar orgulhosos por saírem pessoas desta qualidade das suas escolas de formação. É pena é que não seja mais aproveitada toda esta potencialidade e, muitas vezes, se deixem perder outros elementos que podiam atingir o calibre do Zé Castro.
O central também foi questionado acerca da situação actual da Briosa e das possibilidades que tem de se manter na Superliga. "Esta vitória não nos vai safar", afirma Zé Castro, acerca da vitória sobre o Nacional. Para ele tem se manter esta performance nas próximas jornadas para se poder falar, verdadeiramente, de recuperação. O central tem as contas bem presentes na sua cabeça: "Teremos que vencer sete jogos. Temos seis em casa, que temos de vencer, e fora teremos que vencer aqui e ali. Para já, vamos tentar ganhar ao Gil Vicente, e estamos confiantes de que o podemos fazer". É com este espírito que a Briosa tem de encarar todas as partidas até ao final da Liga. NÓS ACREDITAMOS!